não é hora de tomar grandes decisões – e tudo bem.

não é hora de escolher destinos, traçar metas
ter planos “concretos”.
afinal, se é um plano
pode até que seja concretizado, em algum momento
mas por enquanto, não.

não é hora de se apegar a sérios compromissos
de guiar a vida para um lado ou para outro;
não é hora de assumir o peso das responsabilidades
(como refletia Parmênides)
ainda que isto vá trazer algum tipo de satisfação pessoal.
calma
não é hora, agora.

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a gente tem essa mania chata de querer traçar caminhos o tempo todo
de buscar por um destino, um norte
e aí a vida vem e te diz:
amiga, relaxa.
repara na paisagem ao teu redor.
olha quantas possibilidades.

quantas chances,
quantas coisas diferentes há numa rotina que parece a mesma
mas nunca é.
nenhum dia é igual ao outro.

você acorda se sentindo a mesma pessoa todos os dias?
se sim, então o que pode fazer para se sentir diferente?
ajeitar o disjuntor para
tomar um banho quente?
quem sabe tomar um chá verde
em vez do café preto de sempre.
coisas simples
fazem diferença.

estar “em espera”
é agonizante;
nossa natureza busca pela eterna mudança,
pela novidade de sentimentos, relações, reações, acontecimentos,
como se o melhor mesmo fosse viver nessa montanha-russa todos os dias.

nem sempre é.
relaxa, curte a brisa.
o aqui e agora tem muito para te oferecer.

como estão seus pés?
consegue notar algum cheiro ao seu redor?
consegue ouvir os sons?
consegue perceber o tecido das suas roupas?
sinta.

se não é hora agora, uma hora vai ser
e quando for, você vai perceber.
também não vale ficar só esperando que as coisas caiam no seu colo.
quem quer, vai atrás;
o negócio é que nem sempre a gente sabe o que quer.
e quer saber de uma coisa?
tudo bem.

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use esse momento de “suspensão” no ar
para desenvolver uma qualidade,
para abraçar a tranquilidade
e entender que, uma hora ou outra
as coisas se estabilizam.

toda crise passa
toda revolução se dispersa
toda tristeza evapora
toda angústia se dissipa

aproveite a leveza do momento para aprender a voar.
antes que aconteça algo que vá te prender ao chão
algo que te faça carregar o mais pesado dos fardos,
sem você ter tido tempo de sentir a brisa de uma vida leve.

às vezes penso que,
parte dessa ansiedade
vem da nossa necessidade de querer fazer “algo” de nossas vidas
de ser “alguém”;
como se não bastasse o que já estamos fazendo agora,
quem somos hoje.

vamos aprender de uma vez por todas:
a única eternidade é o agora.

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