Você não está exagerando: a sobrecarga é real!

Tem dias em que ela ama os filhos, mas odeia o barulho. Em que ama o marido, mas não aguenta mais conversar. O nome disso não é drama. É sobrecarga.

MATERNIDADE

5/8/20241 min read

A cozy living room setting with a woman and child sitting together on a white couch. The woman, with blond hair and glasses, is embracing the child, who is smiling. The room is decorated with a framed quote, a couple of striped cushions, and a potted plant on a wooden shelf. The bright space features soft lighting and white decor, including a tray with greenery and a lantern on a coffee table.
A cozy living room setting with a woman and child sitting together on a white couch. The woman, with blond hair and glasses, is embracing the child, who is smiling. The room is decorated with a framed quote, a couple of striped cushions, and a potted plant on a wooden shelf. The bright space features soft lighting and white decor, including a tray with greenery and a lantern on a coffee table.

Tem dias em que você acorda já cansada.
O corpo pesado, a mente acelerada, e uma lista invisível de coisas que precisam ser feitas — mas ninguém escreveu por você. Só você sabe que precisa lembrar de tudo.

É o uniforme da escola, o recado no caderno, a fralda, a lancheira, a consulta médica, o jantar, o que precisa comprar no mercado, a forma como seu marido está distante, o barulho que te irrita — tudo ao mesmo tempo, dentro do mesmo peito.

Você não está exagerando.
Você está exausta!

Mas sabe o que é mais cruel?
É quando essa dor não encontra acolhimento.
Quando alguém diz que você reclama demais.
Ou que “é só uma fase”.
Ou pior: quando você mesma começa a se culpar por sentir o que sente.

A sobrecarga emocional da mulher não é frescura.
Ela nasce da entrega, da doação, do excesso de consciência e da falta de apoio.

E ela não se resolve com um “vá ao salão” ou “tire um tempo pra você”.
Ela se resolve quando você é ouvida. De verdade.
Quando alguém diz: “Eu vejo você. Você não é invisível.”

Esse texto é só um começo.
Um lembrete de que sua dor é legítima, seu corpo é sábio e seu silêncio também está dizendo algo.

Talvez você precise parar.
Respirar.
Falar.
Chorar.
Pedir ajuda.

E tudo isso — escutar-se, nomear, ser cuidada —
também é parte da cura.

Você não está sozinha.
E você não precisa mais carregar o mundo inteiro sozinha.